Mais
um que nasce
Mais
um que morre
É
este o ciclo
Não
há mais lágrimas
Nem
mais risos
É
esta a vida
No
chão seco
o
punhal de espinho
o
esqueleto
a
pedra
Coisa irremediável
e
definitiva
é
o destino
E o
pastor,
no
calor do sertão,
gritava desesperado:
"É o
fogo
que
lava os pecados
e
não a água
Por
isto
aguentem as chibatas"
Nuvens magras
Gado
descarnado
Pastos queimados
Água
-só a vermelha
que
amacia a carne
e
corre nas veias
No
nordeste
anjos caídos
procuram água
nos
rios que tém sede
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