quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mais um que nasce

 
 
Mais um que nasce
Mais um que morre
É este o ciclo
Não há mais lágrimas
Nem mais risos
É esta a vida
 
No chão seco
o punhal de espinho
o esqueleto
a pedra
Coisa irremediável
e definitiva
é o destino
 
E o pastor,
no calor do sertão,
gritava desesperado:
"É o fogo
que lava os pecados
e não a água
Por isto
aguentem as chibatas"
 
Nuvens magras
Gado descarnado
Pastos queimados
Água -só a vermelha
que amacia a carne
e corre nas veias
 
No nordeste
anjos caídos
procuram água
nos rios que tém sede
 
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