Passa
ano. Entra ano.
O
mesmo fardo. O mesmo ciclo.
O
mesmo teatro humano
que se
repete infinito :
- Um
rei cruel e estúpido
-Uma
corte de canalhas
movidos pela astúcia
-Uma
rainha frívola fútil
distraindo os pobres
com
circos e brioches
-Um
jornalista covarde
que
sobrevive de calúnias
-Plebeus ambiciosos
sem
escrúpulos
-Cortesãs bonitas vaidosas
cheias
de volúpia
- Um
padre sem fé
com muitas dúvidas
- Um
general
de chapéu de lata
e
espada de pau
-Um
juiz ladrão
que
rasga as leis
para
proteger o rei
- Um
traidor
que
anda esquivo
e não
se sabe
se ele
é o herói
ou o
bandido
-Um
reino
imerso
na lama
que
afunda lentamente
na
infâmia
Um
povo tolo omisso tagarela
e
um
poeta
triste
cabisbaixo
que
anda
entre todos
como
um cão falante
..........
escrito por mdagraçaferraz

Nenhum comentário:
Postar um comentário